Voltamos, enfim, ao início. Ela estava lá, com o mesmo sorriso e os olhos lindos ainda nos meus olhos. Senti tanta saudade que não consegui conter a loucura de segui-la por toda a noite, entre flores de presente e beijos no rosto, outra vez somos mais fracos que nossas vontades.
Aconteceu o que deveria acontecer e ela até ontem ainda guardava a flor.
O meu peito, agora, já nem sei quem guarda.
terça-feira, setembro 11, 2007
sábado, junho 16, 2007
Rua das Laranjeiras - 24 horas
"Viver assim é um absurdo como outro qualquer / como tentar o suicídio ou amar uma mulher."
sexta-feira, junho 15, 2007
Paris-Copacabana
Cabelos de amarelo-natural-revolução, óculos, blusa cor quase da pele, mas o que importa mesmo é trocar olhares enquanto a calcinha aparece mais. Ela olha diretamente, olha fixo. Vamos beber na Glória? Trepar em qualquer hotel de lá? Depois beber mais na Lapa? Voltar para o hotel na Glória? Quero beijar seus seios, lindos, enormes. Colocar meu pau bem no meio deles, gozar na suas costas.
Vamos pro seu apartamento? Lá pra casa, vamos?
Vamos pro seu apartamento? Lá pra casa, vamos?
quinta-feira, junho 14, 2007
Polaroids-Sangue-São-Cristovão
"Eu quero um samba pra me aquecer / Quero algo pra beber, quero você / Peça tudo que quiser..."
Ela com os cabelos encaracolados me olhando de sede e a luz azul agora entra tosca pelas janelas até encontrar um espelho que a reflita. Falamos sobre sexo e Laura me imagina com a barba correndo seus seios e quase diz isso antes de se aproximar para o beijo que aconteceu como relâmpago, tão seco que pensamento algum chegou a cabeça antes do prazer de sentir minha língua outra vez na língua dela.
Beijamos e beijamos entre as goladas na cerveja Brahma suja daquele lugar. Segurei-a pela cintura e o tesão está aqui até hoje na lembrança da pele. Rasgando. Um inferno de tão cheio.
"Nada vai acontecer, não tema: Esse é o reino da alegria."
Ela com os cabelos encaracolados me olhando de sede e a luz azul agora entra tosca pelas janelas até encontrar um espelho que a reflita. Falamos sobre sexo e Laura me imagina com a barba correndo seus seios e quase diz isso antes de se aproximar para o beijo que aconteceu como relâmpago, tão seco que pensamento algum chegou a cabeça antes do prazer de sentir minha língua outra vez na língua dela.
Beijamos e beijamos entre as goladas na cerveja Brahma suja daquele lugar. Segurei-a pela cintura e o tesão está aqui até hoje na lembrança da pele. Rasgando. Um inferno de tão cheio.
"Nada vai acontecer, não tema: Esse é o reino da alegria."
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Velocidade da chuva
Sono desregulado, alimentação desregrada, tempo perdido, preguiça. Vou até a janela pra fumar um cigarro enquanto assisto reprises de séries na TV. A chuva desacelera lentamente e nesse momento sinto saudade dos olhos dela.
Eu, definitivamente, não aprendo muito com a vida.
Eu, definitivamente, não aprendo muito com a vida.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Silêncio, silêncio, silêncio.
Tem a absoluta certeza de que trocar São Paulo pelo Rio valeu a pena. Um salto. O caminho de quem encontra sentido em algo que não está em si mesmo. Agora quer fazer parte destas cores, ganhar as ruas que não sabe o nome.
Acende um cigarro e fica admirando as luzes dos outros prédios da janela do seu quarto. Meia-lua de bandeira turca iluminando o rosto, o som só do rádio toca as paredes com Roberto e Erasmo. Faz um silêncio lindo no peito.
Acende um cigarro e fica admirando as luzes dos outros prédios da janela do seu quarto. Meia-lua de bandeira turca iluminando o rosto, o som só do rádio toca as paredes com Roberto e Erasmo. Faz um silêncio lindo no peito.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Amarelo da mulher 23 horas
Ela quer trepar tipo Táxi Driver. Puta que pariu. Me chupa e cospe esperma nos seios. Masturba com os olhos caramelo em carne viva. A vitrola toca uma porrada alta aqui no chão do apartamento.
Tomo na cara. Carla quer agora me ver gozar na mão dela. A avenida paulista abriga os primeiros raios do sol de quarta-feira.
Tomo na cara. Carla quer agora me ver gozar na mão dela. A avenida paulista abriga os primeiros raios do sol de quarta-feira.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Natália moendo carne
A menina chora atordoada. Alguém sempre diz que isso logo passa. O ódio parece com os olhos das garotas sentadas esperando a mesma sorte. Uma finalidade ou fatalidade escrota.
"Tudo fica bem" - Eles dizem agora e Natália odeia ouvir. Hoje o som da sala branca enlouquece pra evitar esse tipo de pensamento. Pronto. Foi. Acabou.
O ruído ainda é enorme. Ela força as mãos pequenas tentando esconder os ouvidos enquanto a pressão cai. Nunca se sentiu tão fraca (frágil?!) assim. Tudo é uma porrada de mão aberta, um furacão ao pé do ouvido.
- Não liga, amor. Eles dizem.
- Vão se fuder! Ela urra na ante-sala.
"Tudo fica bem" - Eles dizem agora e Natália odeia ouvir. Hoje o som da sala branca enlouquece pra evitar esse tipo de pensamento. Pronto. Foi. Acabou.
O ruído ainda é enorme. Ela força as mãos pequenas tentando esconder os ouvidos enquanto a pressão cai. Nunca se sentiu tão fraca (frágil?!) assim. Tudo é uma porrada de mão aberta, um furacão ao pé do ouvido.
- Não liga, amor. Eles dizem.
- Vão se fuder! Ela urra na ante-sala.
sábado, setembro 16, 2006
Laranjeiras - 153
Felicidade - Ela atravessa a Rua das Laranjeiras com uma sacola de compras na mão. Frutas, pão e pó de café.
Usa uma blusa branca e o jeans azul surrado que adora. Sorri por saber que o sol dessa tarde só mostra o sentido que a palavra faz na canção que ela cantarola enquanto caminha com o coração batendo acelerado.
Tudo ao mesmo tempo. Sorriso, pensamento, canção e um sonho vestido de calor verde-celeste. Escreve seu nome com os dedos na vidraça morta e úmida do edifício número 153.
Usa uma blusa branca e o jeans azul surrado que adora. Sorri por saber que o sol dessa tarde só mostra o sentido que a palavra faz na canção que ela cantarola enquanto caminha com o coração batendo acelerado.
Tudo ao mesmo tempo. Sorriso, pensamento, canção e um sonho vestido de calor verde-celeste. Escreve seu nome com os dedos na vidraça morta e úmida do edifício número 153.
Assinar:
Postagens (Atom)